domingo, 17 de abril de 2011

Onde me encontro...

Eu contemplo
Eu vejo
Pois eu sinto
Sinto em mim todas as verdades
Não compreendidas por muitos
Amadas por tão poucos
Ignoradas por imensos
Revelo de mim o pouco que conhecem
No pouco que lhes dou
No pouco que merecem
Crescendo então, vou vivendo
Seguindo por caminhos que nem sempre sei onde vão dar
Será que são bons?
Aí está a questão
Que ninguém compreende
Ninguém sabe…ninguém alcança
Por mais tempo que passe
O ser humano é incapaz
Incapaz de descobrir o que lhe espera
Futuro, que está somente destinado por nós
Não por outrem
Só nós o criamos
Só nós o educamos
Somente nós o formamos
Não podemos esperar que alguém o tente por nós
Alguém o faça por nós
Pois ninguém o irá fazer
Num englobamento de palavras, frases e descobertas
Estou eu
Rodeada delas
O que sinto, vem para aqui
O que não sinto, vem também
Um dia, liguei-me á escrita
Por cada lágrima que pelo meu rosto corria
Por cada tristeza mais profunda
A caneta e o papel estavam mesmo ao meu alcance
Foram eles que secaram todas as lágrimas…taparam a ferida
Somente assim, a escrever, me sentia pessoa
Transbordo nos meus textos
Tudo aquilo que não é mais que a minha vida
Tudo aquilo que faço
Tudo aquilo que vivo
Tudo aquilo que penso
Tudo aquilo que sinto
Se um dia me perguntarem o porquê
Não terei resposta
Somente…
Somente a escrita o irá revelar
Cada palavra, cada frase, cada contexto
Eles, somente eles, são a designação do meu porquê
Porquê de uma dor tão grande em mim
Porquê de uma luta tão intensa
Porquê tamanho sentimento de solidão
Ao qual não se encontra comparação
Comparação a esta dor que sinto
Por não vos ter junto de mim
Um dia irão ver
Que nada mais que a escrita
Revela, o que um dia, irei ser
O orgulho, provém da crença
Da força
Da lealdade do ser humano perante a vida
Um dia chegarei lá
E eles, não poderão dizer que não.

Cristiana Rente.