Repugna-me a capacidade de outros, o quanto são mesquinhos, cuidam de vidas posteriores à que lhes compete cuidar, ou seja, a sua, bom...não podem fazê-lo, talvez não tenham uma vida suficientemente boa, o que gera inveja, inveja essa que os leva a viver aquilo que não lhes pertence, a raiva de não serem aquele outro alguém fá-los criar extras, provavelmente dariam bons escritores ou até bons realizadores de novelas.
Hoje em dia, fazem de nós e da nossa vida um mar de histórias, talvez naquelas cabeças ocas, de gente mente-capta, exista um pouco de imaginação, milagre, digo eu, como consegue uma quantidade de massa cinzenta tão vasta e danificada ainda ter um pouco de sabedoria?!
Seremos nós marionetas de quem nos rodeia?! O suposto era a mentalidade aumentar com a evolução dos tempos, mas não, não é assim que tal acontece, pelo menos não aqui, não comigo, não com aqueles que me são próximos. Encontra-mo-nos num meio pequeno, não ajuda, mas deveria ser diferente num local onde é rara a pessoa que não se conhece!
Somos seres importantes, pois por mais que digam que nos desprezam, o que mais querem é relacionar-se connosco, quantos mais defeitos nos apontam mais qualidades em nós reconhecem, dizem que não temos importância quando só falam de nós, que raio de mentalidade é esta?! Sinceramente, por mais tempo que passe, eu não consigo entender.
Ouvi dizer um dia que estes terão direito de falar das nossas vidas quando pagarem as nossas contas, trabalharem o que nós trabalhamos, colocarem comida na mesa de nossas casas, viverem o que vivemos, sofrerem o que sofremos para chegar onde estamos, mas, como isso jamais irá acontecer, deviam estes reduzir-se à sua insignificância (apesar da importância que por vezes ainda lhes damos tal como eu estou a fazer), e viverem então as suas miseráveis vidas com os seus cérebros minúsculos.
Um bem haja meus caros!
Cristiana Rente.