domingo, 1 de maio de 2011

Diferença Comum...


Ser imenso meio escondido, meio desperto, meio receoso, meio tudo e nada por inteiro. Todo o ser pode, pois ver não implica observar, observar não implica contemplar, ouvir não implica compreender mas amar, amar implica sentir, sentir num todo um tanto ou quanto de sentimento puro, fiel e sincero. Considerável aquele que ama por sentir e não aquele que ama por ver!
Amante da vida, desliga de si todos os preconceitos, toda a inútil repugnância e todo o negro que completa uma parte de si. Olhando ao nosso redor, digamos que a diferença é o mais comum dos tempos, se assim é, porque há ainda quem ouse fazer troça de quem gosta de ser diferente, sendo tão comum assim? Vozes ignorantes, mentalidade de baú.
Diferença não é doença, diferença não contagia por aproximação, podem todos ter uma opinião, uma forma de ser, uma forma de agir, lá está, todos diferentes mas no fundo, todo iguais, mesmo assim não deveriam encostar-se a um canto quando têm do seu lado alguém diferente pois no fundo o mais diferente é quem se afastou por tão idiotas ideias que carrega consigo.
Imagina-te a amares uma pessoa tão diferente de ti como tu dela, deixá-la-ias para trás por isso? Porque razão o farias tu, se no fundo a diferença é comum entre ambos. Deixarias de a amar como sempre amaste por tal? Serias inútil à presença de vida, ser designado pelo pior, desprezível e incomum.
Nunca te esqueças que por vezes a pessoa de quem mais precisas sempre esteve lá, e por mais diferenças que ela tenha, não a deves abandonar, pois um dia pode ser tarde demais para retrocederes no erro em que caíste, e mão que antes se estendia a ti incondicionalmente pode recolher para sempre e, ao te sentires só, vais sentir-te diferente, e aperceber-te que afinal não só era diferente a pessoa que deixas-te como tu também o és.
Aceita e vive, não desprezes e sobrevive, sê feliz.  ;)

Cristiana Rente.